"A vida para ser bela, deve estar cercada de verdade, de bondade, de liberdade.
Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer" Rubem Alves

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

  
Manaus: o grande espetáculo da natureza

Apenas o encontro dos rios Negro e Solimões e a exuberância das vitórias régias já fazem a viagem valer a pena


DIVULGAÇÃO
manaus
No município é possivel ver o cruzamento dos rios Negro e Solimões
O encontro das águas a 18 quilômetros do Porto Flutuante de Manaus é a junção de dois rios que têm velocidades, cores e temperaturas diferentes. Desta forma, por aproximadamente seis quilômetros, o barrento Rio Solimões corre lado a lado com o escuro Rio Negro, sem que as águas se misturem.

O espetáculo pode ser observado todos os dias, a bordo de embarcações diversas. Com sorte, avista-se ainda os botos cinza e o rosa que vivem na região. A variedade de paisagens e a exuberância de tons verdes fazem de Manaus, capital do Amazonas, um dos destinos preferidos dos amantes da natureza. 

E o passeio pode ganhar doses extras de aventura se combinado a uma caminhada pela mata, uma volta de canoa pelos igarapés ou uma visita às aldeias indígenas. Em terra firme, as atrações ficam por conta das suntuosas construções que remetem ao Ciclo da Borracha e da saborosa gastronomia local, onde reinam sabores de peixes deliciosos.

O tour, oferecido pelas agências de turismo, dura o dia todo e inclui uma visita a um centro de artesanato indígena, uma caminhada pela floresta até o Lago Vitória Régia, um passeio de canoa pelos igarapés e almoço em um restaurante flutuante.

Concreta (e vigorosa) aula de geografia

Manaus tem muito a oferecer aos turistas que chegam lá ávidos por um íntimo contato com todo aquele exotismo da natureza que viram em algum programa de televisão. Nas filas dos pontos turísticos da cidade, seja no Teatro Amazonas ou no Porto Flutuante, escuta-se uma enorme variedade de línguas. São os visitantes estrangeiros que incluíram a capital da Amazônia no roteiro do passeio para conhecer a cidade.
O ponto de partida para os emocionantes passeios que descortinam a Floresta Amazônica é no Porto Flutuante. O tour é de barco até o lendário encontro dos rios Negro e Solimões, que correm lado a lado por seis quilômetros sem que as suas águas - uma barrenta e outra escura - se misturem.

Na embarcação, o guia Aliomar, um nortista engraçado, baixinho e simpático, anuncia no microfone: é hora de partir. Foi esse o sinal que o impaciente grupo de turistas do saguão no Porto Flutuante de Manaus ansiava ouvir. Segundo ele garante, aquele seria o começo de um emocionante passeio de barco em que o ponto alto é o espetáculo do encontro das águas.

O grande encanto do encontro das águas é que trata-se de dois rios muito diferentes. Como aprendemos todos nas aulas de Geografia, o Negro e o Solimões se unem para formar, lá na frente, o conhecido e imponente Amazonas, o maior rio do mundo em volume de água.

São nove horas da manhã, horário local - considerando-se que em Brasília seriam dez, pois em Manaus o fuso horário é uma hora a menos que em outras regiões do país. O piloto liga os motores e inicia a saída do porto, circundando as muitas embarcações ancoradas. Ele conta que há mais de 70 mil barcos registrados somente na capital, a maioria, “gaiolas”, tradicionais embarcações largas de madeira que circulam por todo o Amazonas. Em todas há ganchos pregados por todos os canto, onde os passageiros costumam estender suas redes durante as viagens, cujas distâncias não são calculadas em quilômetros e sim em dias.

O guia, sempre de boné para se proteger do sol forte, vai explicando tudo em português e pergunta se há algum estrangeiro a bordo que prefira o inglês. “A estrutura deste porto veio desmontada da Inglaterra e foi toda erguida sobre boias. Isso em 1904”, assegura.

Entre os turistas há apenas uma espanhola, algo incomum, segundo Aliomar. A maioria dos passeios é preenchida por turistas estrangeiros durante todo ano. A câmera fotográfica da espanhola, assim como as dos brasileiros, clicam as primeiras fotos. E o guia segue informando que o cais é flutuante para facilitar o embarque e desembarque de cargas e de passageiros, uma vez que a variação entre a alta e a baixa do rio é, em média, de 14 metros por temporada.

A embarcação passa diante de casas humildes de madeira erguidas sobre toras longas e finas. São as palafitas, construções onde vivem muitos manauaras - como é chamada a população ribeirinha, normalmente de forte traço indígena.

No meio do caminho, um boto temperamental: sem fotos, por favor!

Em época de cheia, não são raras as ocasiões em que os moradores de palafitas são obrigados a construir um novo assoalho para abrigar tudo que possuem, explica o guia. Somente quando a água abaixa, o que pode demorar até dois meses, é que tudo volta ao normal.

Seguindo adiante, Aliomar aponta o Mercado Municipal de Manaus. Construído no final do século XIX, é oficialmente chamado de Mercado Adolpho Lisboa. Construído com pavilhões em alvenaria e ferro fundido, repletos de vitrais. O espaço tombado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia -Iphan, é um dos mais movimentados centros de comercialização de produtos regionais da capital. Diante dele, muitos dos barcos atracados estão sendo descarregados por trabalhadores braçais. É este o local onde chegam as frutas, peixes, grãos, eletrônicos e os combustíveis que abastecem a capital. É interessante observar que há cerca de 70 postos de combustíveis flutuantes por todo o rio, imagem impensada para quem está acostumado ao asfalto firme das estradas.

Após avistarmos as imensas ilhas e algumas casas flutuantes, de repente um dos turistas grita, de olhos arregalados: “Acho que vi um boto!” Sem se surpreender, o guia diz que é comum avistar botos cinza e rosa naquele local por causa dos restos de peixes jogados dentro do rio pelos pescadores que ali atracam e que são vistos boiando rio abaixo. Nem é preciso dizer que o grupo, a partir daí, passa então a observar os arredores e, instantes depois, ele reaparece para arrancar gritos de euforia dos turistas. E logo mergulha mais uma vez, sumindo da superfície.

Curiosos e até ansiosos, todos miram suas câmeras em direção à água na esperança de que o misterioso bichinho faça uma nova aparição e pose para os fotógrafos. O piloto da embarcação chega a desligar o motor para não assustar essa possível atração da viagem. E, para alegria de todo mundo, ele aparece mais uma vez. Ouvem-se os cliques frenéticos das câmeras e, segundos depois, o animal desaparece de novo nas águas escuras do Rio Negro.

Mas a verdade é que ninguém conseguiu boas fotos naquele momento. Em mergulhos muito rápidos, o animalzinho era arisco. É como se, naquele dia, ele não estivesse muito disposto a fazer poses para os flashs dos fotógrafos. Diante da tristeza dos turistas em não conseguir uma imagem significativa, Aliomar aparece com dois copos cheios: um com água do Negro e o outro com a barrenta do Solimões e pede para as pessoas observarem a densidade, temperatura e coloração de cada copo: êxtase geral.

Uma lição dos rios sobre a união dos diferentes

Mesmo com o barco ainda distante, a centenas de metros do ponto de encontro entre os rios, já é possível avistar as diferentes tonalidades de suas águas. Um espetáculo que emociona. Conforme se aproxima o local, todos vão se juntando no convés entusiasmados com a oportunidade de presenciar fenômeno tão misterioso quanto bonito.

Ao microfone, o guia conta que o encontro das águas acontece a aproximadamente 18 quilômetros do Porto Flutuante de Manaus. Enquanto o Rio Negro nasce perto da fronteira do Brasil com a Colômbia, o Solimões tem sua origem nas cordilheiras andinas no Peru.

As diferenças continuam, como ensina o guia: o Solimões tem águas barrentas e ricas em nutrientes, corre, em média a 2 km por hora e tem temperatura aproximada de 21 graus centígrados, enquanto o Negro possui águas escuras e ácidas, corre a 6 km por hora e temperatura em torno de 26 graus.

É pela diferença de temperatura, velocidade e densidade de cada um que eles correm lado a lado sem se misturar por seis quilômetros. Percorrida essa distância, já unidos e batizados de Amazonas, os dois passam a formar um só rio, que corre mais 1.500 quilômetros até alcançar o oceano Atlântico.

Depois de muitas fotos tiradas desse cenário único, o barco segue para o Restaurante Flutuante do Valdecy. O guia convida todos a se refrescar com fatias de abacaxi geladas colocadas sob uma bandeja num canto do barco e, enquanto saboreia a fruta, o grupo vê o guia mostrar alguma coisa à margem do rio. Notam-se então várias casas construídas sobre a água, que ele diz ser as moradias da população ribeirinha.
Os moradores são pessoas que conhecem muito bem os rios e a floresta onde vivem. Eles conseguem caminhar pela mata à noite sem se perder, curar picadas de cobra com raízes e usar troncos específicos para fazer canoas e casas. Sabem também quais são as melhores épocas e lugares para pescar e até como se locomover de canoa sem espantar as aves ou peixes.

Minutos depois, o barco atraca no cais do Restaurante Flutuante do Valdecy, que fica na reserva do Lago de Janauary. O grupo desce da embarcação e é guiado por uma estreita passarela de madeira que corta a mata.


Por ser a estação da seca, a passarela corre sobre um “montoeiro” de barro. Após sete minutos de caminhada, sob a sombra de imensas árvores, chega-se a uma cabana erguida sobre uma lagoa com vista para um lago repleto de vitórias-régias.

O guia continua ensinando: a vitória-régia é mais comum em águas rasas. Durante a época das cheias suas folhas são maiores. Esta que é a maior planta aquática foi batizada de Vitória em homenagem à rainha da Inglaterra e suas folhas pesadas podem medir até dois metros de diâmetro e suportar até 20 quilos. Suas flores, que sempre nascem à noite, são inicialmente brancas mas, com o passar do tempo, tornam-se rosadas e depois roxas. A parte inferior da planta é repleta de espinhos que servem para espantar os predadores.

Até o restaurante, o grupo se divide em três canoas motorizadas. O passeio prossegue por um rio inicialmente largo que vai se afinando até virar um estreito igarapé. É quando se podem ouvir os primeiros sons de mata fechada e observar as árvores centenárias e os pássaros. Canoas de ribeirinhos se aproximam para oferecer aos turistas bombons feitos com castanha-do-Pará e cupuaçu, ambos típicos da região.

Às margens do igarapé os turistas ouvem com atenção as explicações do guia sobre as árvores avistadas: “Esta é a piracuba, usada pelos índios para fazer arcos devido à sua grande flexibilidade. Esta outra é o assacu, que possui uma madeira muito boa para ser usada em flutuação. As casas de ribeirinhos construídas com assacu duram de 35 a 50 anos sobre a água. Já esta árvore aqui é a samaumbeira, que não possui nenhum valor comercial, pois sua madeira é muito leve. Mas ainda assim é muito importante e útil por aqui. Afinal, ela é o telefone celular do índio, pois serve para que as tribos se comuniquem entre si. Os índios costumam bater na madeira com um pedaço de pau e o som ecoa pela mata. Cada batida tem um significado diferente”.

Tanto o espaço quando o almoço no Restaurante Flutuante do Valdecy foram muito agradáveis. No cardápio, salada, arroz, feijão e peixes regionais. De sobremesa, frutas e gelatina. Todos comem sem pressa, sentados em bancos longos de madeira. Ao final, alguns descansam no barco e outros checam uma loja anexa ao restaurante em busca de alguma lembrança do passeio.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

 Turco se mantém como o homem mais narigudo do mundo 


Lucas Buzatti - Portal Uai
Reprodução The Sun
Mehmet Ozyurek, de 61 anos, tem 8,8 centímetros de nariz e está contente por continuar no Guiness

A chance de entrar para o Guiness, o livro dos recordes, faz com que traumas físicos e estéticos se transformem em motivo de orgulho. 

O turco Mehmet Ozyurek, de 61 anos, é uma prova disso. O homem está radiante por ter se mantido na edição de 2011 do livro, que o destaca como o detentor do maior nariz do mundo.


Segundo o jornal inglês The Sun, mesmo com relatos de que o paquistanês Faizan Agha teria um nariz de 12,19 centímetros, Mehmet segue oficialmente como o maior narigudo do mundo. 

Com longos 8,8 centímetros de nariz, o turco aparece na próxima edição do Guinness, que começou a ser vendida nesta quinta-feira no Reino Unido.